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Como interpretar o PBV - Price Book Value Ratio

O PBV - Price to Book Value Ratio, é a relação entre cotação e Valor Contabilístico ou Book Value ou Situação Líquida por acção. Indica o quanto a cotação está acima do valor patrimonial da empresa. É normal empresas com forte RCP - Rentabilidade dos Capitais Próprios terem PBV muito altos (mesmo mais de 10). Veja também os Rácios Económico Financeiros. Longe vai o tempo em que se dizia que o PBV não devia exceder 3. Se a rentabilidade da empresa for muito alta, a sua Situação Líquida estará a aumentar fortemente de ano para ano, devido aos lucros retidos. Logo, um PBV de 10 poderá diminuir para 7 ao fim de um ano, para 5 depois, etc, até se aproximar de valores mais "normais".  Pelo contrário, quando o PBV é abaixo de 1, a empresa está avaliada pelo mercado num valor muito mais baixo do que o seu valor patrimonial.

Será isto lógico? Será lógico um PBV de 0.3, por exemplo? Pode ser. Se a empresa estiver a ter prejuízos, a Situação Líquida estará a diminuir de ano para ano e, para uma cotação constante, o PBV irá subindo até ficar de novo em 1 ou acima de 1. Por isso, um PBV entre 0.3 e 1 poderá indicar que o mercado espera prejuízos para a empresa em questão nos próximos anos. Claro que a continuação dos prejuízos por muito mais tempo implicaria a falência da empresa.

Empresas dadas por falidas ou com escassas hipóteses de recuperação ficam com PBV muito baixos, abaixo de 0.1 ou mesmo 0.01. Nessa altura, geralmente persistem transacções dessas acções a esses preços irrisórios. Os compradores estão, essencialmente, a comprar um bilhete de lotaria para a possibilidade de não falência. Em caso de não falência a subida de cotação poderá ser abrupta e produzir os  ganhos máximos possíveis na Bolsa, e é essa remota hipótese que mantém as cotações. Em vez de bilhete de lotaria, poderíamos falar de opção sobre empresa não falida. Uma acção dessas é, essencialmente, um direito de opção ou warrant sobre a hipotética empresa não falida que pode resultar da empresa falida em caso de haver turnaround.

Mas uma acção também pode estar com um PBV abaixo de 1 sem estar falida nem dar prejuízo. Pode ser esse o caso se os lucros estimados para o futuro forem fracos, com crescimento abaixo da inflacção. Nesse caso as acções valerão menos, devido às expectativas de estagnação ou fraco aumento da Situação Líquida.

A transacção de acções de empresas, em dificuldades ou em estagnação, abaixo do Book Value abre uma possibilidade curiosa. Um grande investidor (chamado raider) poderá adquirir todas as acções por meio de OPA a um preço acima da cotação, mas abaixo do Book Value, tomar o controlo da empresa, encerrar a sua actividade para evitar mais prejuízos, despedir todos os empregados, e vender todo o património separadamente. Teoricamente, depois de pagar as dívidas da empresa, ficará na mão com o Book Value ou Situação Líquida desta e realizará um lucro apreciável. Uma prática destas é inconcebível em países como Portugal e também não tem tradição na Europa, mas foi muito realizada nos Estados Unidos. Muitos raiders fizeram fortuna desta forma. Os raiders têm que olhar sobretudo para o PBV. É um dos casos em que este indicador assume mais importância do que qualquer outro.

No outro extremo, o dos PBV muito altos (mais de 5), trata-se geralmente de empresas muito rentáveis e com forte crescimento. Mas atenção: se os crescimentos ficarem abaixo do esperado, poderá assistir-se a uma descida dramática destas acções, mesmo que continuem a crescer e a ser rentáveis.

Por isso, PBV muito altos ou muito baixos significam mais risco. PBV entre 0.8 e 3 significam menos risco.

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Se estiver interessado, consulte a nossa Lista de Bibliografia Relevante.