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Acções portuguesas para 2013-2014
Por Joao Dinis de Sousa , 18/06/2013

Efectuei uma análise de grande parte das empresas cotadas na Bolsa de Lisboa em Maio-Junho, já incorporando os dados dos balanços e demonstrações de resultados de 2012. A conclusão deste estudo é que as empresas que parecem mais interessantes para investir numa óptica de médio prazo são a Mota-Engil, PT, Corticeira e Novabase. Passo a justificar estas escolhas.

Mota-Engil. As vendas subiram 7.1% em 2012 em relação a 2011. Dois terços delas são no estrangeiro, o que a torna resistente à crise portuguesa. Tem carteira de encomendas de 3400 ME (milhões de euros). À cotação de 2.29 o EV/Ebitda é 5.36, o que é baixo para uma empresa em expansão e muito internacionalizada.

PT. As receitas subiram 7%, o Ebitda subiu 4%. Portugal, Brasil, e outros países representam 40%, 45%, e 15% das receitas, respectivamente. À cotação de 3.17 o EV/Ebitda é de 5.53, baixo para uma blue-chip internacional, que domina o mercado português na sua área, e que está a aumentar as vendas. No entanto, o Brasil poderá entrar em crise a médio prazo, o que dá à empresa um certo risco de quebra de receitas.

A título de comparação, outras blue-chips têm EV/Ebitda muito mais altos.Exemplos: Jerónimo Martins 15.0, Galp 15.8, Inapa 20.4, Impresa 13.1.

Corticeira Amorim. As vendas subiram 8%, o Ebitda subiu 14%. À cotação de 1.95, o EV/Ebitda é de 4.98. As vendas estão bem acima dos valores de 2007-2008, o que é um indicador de resiliência à grande crise. A autonomia financeira é de 45%, razoável. Muito internacionalizada. O único defeito é a liquidez baixa das acções.

Novabase. As vendas desceram 10% em 2012, mas o Ebitda subiu. A maior parte da actividade é em Portugal, 93% dos trabalhadores estão cá. à cotação de 2.46 o EV/Ebitda é de 6.26. A autonomia financeira é >40%, razoável. A descida das receitas explica-se pela crise portuguesa, e a empresa está solidamente ancorada numa rede de contactos com grandes empresas (entre as quais o universo PT) e organismos públicos nacionais, dos quais é fornecedora. Não é empresa para sofrer muito maior queda de vendas do que já sofreu com a crise portuguesa.

Outras empresas que poderiam ser consideradas interessantes: JM, Galp, Inapa e Impresa não parecem boas apostas por terem EV/Ebitda demasiado alto (ver acima; a Impresa e Inapa têm outros problemas além disso, nomeadamente a baixa liquidez e maior risco financeiro). A Martifer tem-no em 140 (porque o Ebitda desceu muito) e mesmo que o Ebitda retornasse aos valores de 2007, o EV/Ebitda ficaria em 15, logo rejeito. a GLINTT tem EV/Ebitda de 23.1, risco alto, e vendas a descer. A Sonae tem EV/Ebitda de 7.8, razoável, mas as suas vendas desceram; não é a compra ideal, mas também é interessante. A Sonae Indústria tem EV/Ebitda de 7.2, razoável, e está muito internacionalizada; porém, as vendas desceram, o que é preocupante numa economia global a crescer, e tem autonomia financeira de apenas 11%. A Semapa tem EV/Ebitda de 5.84, e as vendas subiram 10%, mas isso foi porque a empresa adquiriu participações na Secil e Supremo Cimentos em 2012. O crescimento orgânico é fraco ou negativo. Além disso, tem um processo de reestruturação em curso. A Teixeira Duarte tem indicadores de internacionalização, EV/Ebitda e crescimento de vendas positivos, mas tem grande risco financeiro, nomeadamente devido à sua exposição ao BCP. A Cofina desceu bastante as receitas e tem má autonomia financeira.

Das mencionadas no parágrafo anterior, a Sonae e a semapa parecem mais interessantes do que as outras. Mas, como já dissémos, 1 dissémos, a Mota-Engil, PT, Corticeira e Novabase parecem mais promissoras.



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